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Destaques

CIA.TEATRAL PRIMEIRO TRAÇO RUMO AOS 40 ANOS

Em 1987 mas precisadamente no dia 26 de outubro ficou determinado que o grupo teatral se chamaria Primeiro Traço, nome indicado pelo Diretor do grupo, Flávio Magalhães e no ano de 2027 será comemorado 40 anos de resistência e luta e vamos realizar um Projeto chamado Identidade Teatral e começaremos com o texto ECOS de Rui Sales que será homenageado pela Cia. Teatral Primeiro Traço

VADEMECUM POÉTICO PERNAMBUCANO









Marcos Flávio Gomes Raphael Cordeiro Artista plástico, Marcos Cordeiro nasceu em Sertânia, (1944-2026) Sertão do Moxotó, onde iniciou os estudos. Transferiu-se para o Recife, onde em 1968 concluiu o curso de Odontologia.

            No ano seguinte, começa trabalhar em cinema e, em 1970, integra a equipe de Arnaldo Jabor na realização do filme "Pindorama", que representou o Brasil no Festival de Cannes de 1972.    Em seguida, muda-se para o Rio de Janeiro e, depois, retorna ao Recife, onde realiza sua primeira exposição individual.

           O escritor, poeta, contista, dramaturgo e artista plástico Marcos Cordeiro, filho do poeta Waldemar Cordeiro e de D. Iracy Gomes venceu pela 4ª vez o Prêmio Elpídio Câmara, da Fundação de Cultura Cidade do Recife, que premia anualmente o melhor texto teatral. Anteriormente Marcos já havia ganho o mesmo prêmio em anos anteriores com "Nação Pernambuco", que conta em versos a história de lutas libertárias do povo de Pernambuco, " Capibaribe do sol “, (2003) narração da vida de Gregório de Matos em Pernambuco e "Orfeu em África”, (2007) onde é contada a experiência do famoso poeta baiano no exílio em Angola, na África. Agora, Marcos Cordeiro venceu pela 4ª vez, desta feita com "O parvoso e astuto cão do Piutá", uma história que durou muitos anos assombrou a Zona Rural de Sertânia (Coqueiros, Fazendinha, Cacimba de Cima, Riacho Verde, Recanto, Caroá, Algodões, etc.). na peça algumas figuras de Sertânia são personagens como o cantador de viola Gato Velho, já falecido e o escritor e poeta Zé Carneiro entre outros como disse o poeta Josessandro em seu saudoso blog...encantou-se nosso amigo Marcos Cordeiro, uma enorme perda para a Cultura...Viva nosso Romançal Pernambucano de Sertânia.

 

 

A CABRA DO MOXOTÓ

A cabra do Moxotó

quando berra é ela só.

Que pede a cabra no berro,

é chuva, fartura ou é sol?

Não será, talvez, o verde

que o sol quente abocanhou?

ou ainda a esperança

que a seca avara matou?

 

Será berro o lamento

que toda mãe pronuncia

quando presente, de véspera,

a seca que se anuncia,

tocando fogo nas ramas

com sua mão assassina?

Então a cabra lamente

ruminando a sua sina.

 

Vagando pelos lajedos

na seca terra do sol,

a cabra de Moxotó

é forte como ela só.

Reinando na Borborema

de branco e luto se veste,

sua armadura de couro

é dura como o Nordeste.

(Marcos Cordeiro)

 

Hai-kai - Marcos Cordeiro

Neste caminho

não passa o tempo.

Passamos nós

OBS,: VADEMECUM POÉTICO PERNAMBUCANO É Um blog cultural direcionado para a Cultura e a História de Pernambuco. Autor e editor: Marcos Flávio Gomes Raphael Cordeiro...

 

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